sábado, 24 de maio de 2014

Outro viés .

A noite é clara e marcante, parece edificante
Mas das tantas janelas se ouvem sacrilégios

Em meio aos assédios, são jogados, dos prédios,
drogas, seringas e remédios 

São ouvidos gritos, pedidos de suicídios,
vozes aflitas e brados de angústias 

Não há mais nenhuma astúcia,
apenas garrafas vazias no carpete

Palavras venenosas se repetem
são lançadas como confetes
na amarga festa do Chaos

Os trajes da festa não foram criados,
são apenas trapos, sujos de escarro...

 Acabou-se a água pras tantas pílulas
e as perfídias são engolidas secas,
tocam a garganta crespa,
e arranham o corpo por dentro

Os gatilhos com sons de lamento
impossibilitam qualquer progresso

"Os lábios de veneno e insídias"
continuam entreabertos

E o ácido corrói tantas vidas
que elas nem mais cabem
em seus próprios infernos.





Um comentário:

  1. Você escreve muito bem. Parabéns!! Será uma boa escritora. Já pensou nisso?

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