Em queda livre desce
um peso vindo do ceu;
aos pouquinhos,
vai se estilhaçando
Vai caindo, cortando nuvens,
sendo fragmentado
pelo ar corruptivo
Erosado, tal qual uma rocha,
sofre o impacto do chão
assim como o homem
- corpo que se desmonta -
mediante a erosão do tempo
e cai, drasticamente,
no nada da não-vida...
Peso morto.
"No one's gonna take my soul away..."
quinta-feira, 12 de maio de 2016
sábado, 24 de maio de 2014
Outro viés .
A noite é clara e marcante, parece edificante
São ouvidos gritos, pedidos de suicídios,
Acabou-se a água pras tantas pílulas
Mas das tantas janelas se ouvem sacrilégios
Em meio aos assédios, são jogados, dos prédios,
drogas, seringas e remédios
São ouvidos gritos, pedidos de suicídios,
vozes aflitas e brados de angústias
Não há mais nenhuma astúcia,
apenas garrafas vazias no carpete
Palavras venenosas se repetem
são lançadas como confetes
são lançadas como confetes
na amarga festa do Chaos
Os trajes da festa não foram criados,
são apenas trapos, sujos de escarro...
Acabou-se a água pras tantas pílulas
e as perfídias são engolidas secas,
tocam a garganta crespa,
e arranham o corpo por dentro
Os gatilhos com sons de lamento
impossibilitam qualquer progresso
"Os lábios de veneno e insídias"
continuam entreabertos
E o ácido corrói tantas vidas
que elas nem mais cabem
em seus próprios infernos.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Encanto perdido .
A centralizada imagem,
de cunho hermético- sem as bagagens
dos sábios ascéticos -
desobstrui a cortina
das janelas visuais,
reverbera e ilumina
as nuances naturais,
sombreia e desrotina
vergonhas abismais.
sábado, 17 de maio de 2014
Ode às máscaras.
A apreensão já perdeu
essa guerra “maldita”
Deixou-me aflita,
mas se esmoreceu
essa guerra “maldita”
Deixou-me aflita,
mas se esmoreceu
O hino do espanto
foi necessário
Ponham seus mantos
foi necessário
Ponham seus mantos
e escapulários,
e apontem os dedos
nunca culpados,
continuamente,
para o lado contrário
e apontem os dedos
nunca culpados,
continuamente,
para o lado contrário
A grande guerra rendeu,
então, finalmente,
vários sósias de Deus
(não podem ser gente)
Direcionaram os holofotes
para os jardins vizinhos
Reconheceram-se fortes,
no alheio extermínio
Mas tudo o que está exposto
em nada realmente expõe
Para o pó irá todo o corpo
- encaixotado nos padrões -
em nada realmente expõe
Para o pó irá todo o corpo
- encaixotado nos padrões -
O íntimo está na mente,
no campo das reflexões
no campo das reflexões
Não venham com novas algemas,
vulgares são suas prisões!
vulgares são suas prisões!
![]() |
Taken, de David Palumbo |
quinta-feira, 15 de maio de 2014
As raízes humanas .
Raízes migratóriasseguem a procissão
Infiltram-se na história
da excomunhão
Abandonam a terra,
o recanto natural
Tornam-se motosserras
do seu "eu" original
Agora se contorcem,
os homens sem raízes,
sem suas matrizes
Mas ao verem quadros
de pinturas realistas,
ora veneram o abstrato
ora o expurgam das vistas
Incompreendem o retrato
enquanto são retratados
Não enxergam a Arte
quando dela são parte
Tanto se distanciaram
de si mesmos
que se auto-encaram
com desprezo...
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Sorry for the mess .
Lúdicas sombras na mente
e o veneno da Serpente
escorre com destreza
O pensamento é latente
O ato é inconsequente
e as injúrias a certeza
Não rebato críticas
de quem não supera
minhas expectativas
Meu pensar enterra
gente supérflua
de forma tranquila
Realmente não me importo
Tanto faz o seu "nível"
Nem com prolapsos desloco
moralismos fingidos
A prisão é o castigo
das retóricas frágeis,
toscas e previsíveis
Eu rasgo em pedaços
seus ideais incabíveis
e a sua Moral,
com a qual,
sempre engasgo.
e o veneno da Serpente
escorre com destreza
O pensamento é latente
O ato é inconsequente
e as injúrias a certeza
Não rebato críticas
de quem não supera
minhas expectativas
Meu pensar enterra
gente supérflua
de forma tranquila
Realmente não me importo
Tanto faz o seu "nível"
Nem com prolapsos desloco
moralismos fingidos
A prisão é o castigo
das retóricas frágeis,
toscas e previsíveis
Eu rasgo em pedaços
seus ideais incabíveis
e a sua Moral,
com a qual,
sempre engasgo.
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