sábado, 17 de maio de 2014

Ode às máscaras.


A apreensão já perdeu
essa guerra “maldita”
Deixou-me aflita,
mas se esmoreceu

O hino do espanto
foi necessário
Ponham seus mantos
e escapulários,
e apontem os dedos
nunca culpados,
continuamente,
para o lado contrário

A grande guerra rendeu,
então, finalmente,
vários sósias de Deus
(não podem ser gente)

Direcionaram os holofotes
para os jardins vizinhos
Reconheceram-se fortes,
no alheio extermínio

Mas tudo o que está exposto
em nada realmente expõe
Para o pó irá todo o corpo
- encaixotado nos padrões -

O íntimo está na mente,
no campo das reflexões
Não venham com novas algemas,
vulgares são suas prisões!

Taken, de David Palumbo

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