Mas das tantas janelas se ouvem sacrilégios
Em meio aos assédios, são jogados, dos prédios,
drogas, seringas e remédios
São ouvidos gritos, pedidos de suicídios,
vozes aflitas e brados de angústias
Não há mais nenhuma astúcia,
apenas garrafas vazias no carpete
Palavras venenosas se repetem
são lançadas como confetes
são lançadas como confetes
na amarga festa do Chaos
Os trajes da festa não foram criados,
são apenas trapos, sujos de escarro...
Acabou-se a água pras tantas pílulas
e as perfídias são engolidas secas,
tocam a garganta crespa,
e arranham o corpo por dentro
Os gatilhos com sons de lamento
impossibilitam qualquer progresso
"Os lábios de veneno e insídias"
continuam entreabertos
E o ácido corrói tantas vidas
que elas nem mais cabem
em seus próprios infernos.


